segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Tutorial Hot Potatoes

ATIVIDADE – CLASSES GRAMATICAIS

Introdução
A atividade escolhida para realização desta prática foi palavras cruzadas, onde trabalhei o conteúdo de Classes Gramaticais, na disciplina de Português. Os alunos envolvidos na atividade estão na primeira série do Ensino Médio . A opção pela disciplina de português se deve em função das dificuldades vivenciadas pela escola com ausência do professor desta disciplina. Dessa forma pude realizar a atividade, contribuir para aprendizagem dos alunos oferecendo revisão de conteúdo trabalhado anteriormente. A escolha do software Hot Potatoes “Jcross” ocorreu pelo fato de ter sido o mais fácil de utilizar, como nunca havia trabalhado com o programa antes, escolhi o que achei mais acessível.

Descrição da Prática
A atividade foi realizada na quarta aula, no período noturno, na sala de informática. Ao entrar na sala os alunos se ajeitaram em frente ao computador. Durante as orientações, observou-se que alguns alunos se antecipam ao que está sendo orientado e iniciam a atividade. Depois de um breve comentário sobre o conteúdo (classes gramaticais), foi repassada toda a orientação para realização da atividade. Alguns alunos solicitam ajuda dos colegas mais próximos para responder as questões. Ninguém apresenta dificuldade em utilizar o software. Durante a prática observou-se um excelente nível de concentração dos alunos. Apenas uma aluno não realizou a tarefa seguindo as orientações e completou as cruzadas clicando seguidamente até descobrir as palavras. Os demais alunos demonstraram interesse pelo que estavam fazendo. Os resultados (percentuais obtidos) foi divulgado para o grupo, a turma teve uma média boa.




Análise dos Resultados

Foi muito interessante conhecer este software, com ele os professores podem criar atividades a partir do conteúdo trabalhado, e através destas atividades os alunos aprendem de uma maneira mais dinâmica, que possibilita mais concentração e de forma mais prazerosa. A atividade trabalha o erro como parte do processo, onde o mesmo é visto de maneira natural.

Mídia e Comunicação

O termo mídia serve para representar vários significados, dependendo do contexto ele apresenta diferentes definições. Os jornais, a TV, o rádio e outros instrumentos utilizados na comunicação são exemplos de mídias definidas como meios de comunicação. O termo se estende também aos veículos de comunicação; a área da publicidade que trabalha com propagandas ou os suportes de armazenamentos de dados como CDs e DVDs. Desta forma posso falar em produzir uma mídia me referindo a produção de um DVD. Um outro exemplo, bastante comum é afirmar que as camadas menos favorecidas da sociedade são influenciadas pela mídia, neste caso, referindo-se a TV como veículo de comunicação de massa.
Multimídia é a expressão utilizada para definir a união de várias mídias, onde aparecem o texto, o áudio e as imagens.  Esta expressão está bastante associada ao uso do computador por apresentar constantemente recursos com essas características. Destaque na multimídia para o hipertexto que agrega linguagem escrita com links para áudio e imagens.
Tanto o termo mídia como multimídia estão diretamente ligados à comunicação. Atualmente com o avanço da tecnologia essas expressões passaram a fazer parte do nosso cotidiano. Inserem-se neste contexto a linguagem escrita e oral, as ilustrações, os gráficos, o som e as imagens em movimentos; todos são componentes utilizados pela mídia para informar as pessoas.


Convergência e Currículo

Quando pensamos em educar, devemos ter claro que tipo de homem e de sociedade  queremos formar com esse processo educativo. O currículo deve se adaptar a essa proposta. Dessa forma podemos trabalhar os conteúdos curriculares respeitando a cultura local, as diferenças, os conhecimentos já elaborados e as experiências adquiridas.
Antigamente era muito comum ouvirmos falar em currículo oculto, a expressão era usada para se referir ao conhecimento que o aluno trazia, o que havia aprendido com sua experiência de vida. Faz tempo que não ouço esta expressão, mas penso que a premissa ainda vale. Ninguém educa partido do zero, fazemos uma análise e identificamos o que o aluno já sabe, para a partir daí planejarmos nossas aulas.
O currículo deve ser entendido como um todo no processo ensino-aprendizagem, que está muito além de uma seqüência de conteúdos, que se reflete na metodologia, na relação dialética professor-aluno  que se estabelece em sala de aula e inclusive no saber já apropriado pelos alunos,  que na maioria das vezes não se manifesta em sala de aula por conta das práticas tradicionais.
Penso que uma postura que se aproxime dessa proposta, onde as mídias possam desempenhar seu papel, onde o professor se posicione como mediador, onde os alunos possam mostrar o que sabem e que são capazes de ir muito alem com a colaboração dos colegas e do professor terá a aprovação dos alunos.

AUTOR E AUTORIA

Os avanços tecnológicos trouxeram muita praticidade na realização das atividades, o hipertexto é um exemplo disso, numa única página temos várias informações, definições específicas, imagens e vários recursos.
Paralelamente a isso surgem em nossa sociedade cada vez mais situações de pessoas querendo levar vantagem em tudo. Tomando a escola como referência, temos alunos que fazem as pesquisas, gostam de ler, querem realmente aprender. Mas temos em numero bem mais expressivo aqueles que copiam e colam, não gostam de ler, e não se preocupam com a apropriação do conhecimento.
Nesse sentido o professor deve conversar sempre com os alunos sobre a autoria e o respeito aos direitos autorais. Querer se aproveitar de uma idéia que não é nossa é como furtar, a diferença está no produto.
O direito a propriedade não tolhe a criatividade, basta ver o sucesso do filme Alice no País das Maravilhas, criado por Lewis Carrol em 1865 na nova versão para o cinema. Devemos incentivar a leitura de obras originais para que de posse dessas idéias os alunos possam processar as informações e reelaborar seus próprios conceitos, dando origem a novas idéias e assim se aproximar cada vez mais da verdade.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

TV na escola e os desafios de Hoje

Escrita e leitura no Material Impresso e no Hipertexto

As diferenças entre ler no material impresso e ler no computador estão diretamente relacionadas ao nível de familiaridade que temos com o computador. Pois passamos todos esses anos lendo livros, jornais, revistas... tudo em papel. E agora precisamos nos adaptar a excessiva luminosidade das telas, ao uso frequente do mouse e a uma confortável cadeira.
No mais, penso que é tudo igual. Lemos para aprender, para melhorar nossos conhecimentos sobre determinado assunto. Segundo a Proposta Curricular de SC “Ler é controlar um processo complexo. Esse processo comporta a obtenção de informação sobre um questionamento inicial, uma discussão sobre as estratégias de exploração, a medição do caminho percorrido, a formulação de um juízo sobre o escrito”. O ato de ler pressupõe um objetivo relacionado ao interesse de buscar o texto escolhido, seja ele em material impresso ou no computador. A dinâmica da leitura que envolve a relação que se estabelece entre o autor e o escritor também são as mesmas em ambas as situações. E após a leitura aprendemos do mesmo jeito. Não acredito que vamos ter uma leitura melhor ou pior, dependendo da mídia utilizada. Acredito que teremos resultados melhores ou piores, por não estamos ainda amadurecidos para ler no computador, daí achamos que lemos melhor no material impresso.
No caso do hipertexto, ele trás a praticidade de acesso a links que podem contribuir com maior agilidade, para a apropriação do conhecimento quando nos referimos a pesquisas, ou durante a leitura de uma obra literária, em que se apresente um termo desconhecido do leitor. Mas nada que um bom dicionário no lado não nos permita fazer. Enfim, ler é ótimo de qualquer jeito e em qualquer lugar. O bom leitor só tem a ganhar.

domingo, 3 de abril de 2011

Utilizando a TV e o vídeo em sala de aula

Em 2001 fiz um Curso de capacitação da Fundação Roberto Marinho e um curso de capacitação da Fundação Paulo Freire em parceria com a Secretaria de Estado de Educação, o objetivo era capacitar os professores que atuariam, através do Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEJA), nas telessalas em Santa Catarina.
Após a capacitação fui contratada e trabalhei 5 anos na EJA com telessalas. Eu já possuía uma boa experiência lecionando no Ensino Fundamental e Médio, mas nunca havia trabalhado com adultos. Foi um aprendizado em todos os sentido, conheci uma nova metodologia que focava principalmente na utilização da TV e do vídeo. Percebi mais claramente a relação dialética que se estabelece na sala de aula, pois tinha alunos de 18 a 64 anos e muito a aprender com eles. Concluímos 2 turmas de Ensino Fundamental e uma turma de Ensino Médio, os alunos faziam questão de fazer a formatura com festa e a presença de todos os familiares.
A metodologia da telessala consistia em iniciar a aula com uma motivação que poderia ser uma música, uma conversar ou um outro recurso que buscasse estimular e despertar a atenção dos alunos para o tema a ser trabalhado. Na sequencia era passando um vídeo com duração média de 15 minutos. Cada módulo do Telecurso inicia com um vídeo que usa as múltiplas linguagens televisivas, como animação, documentário, reportagem, dramaturgia e computação gráfica para complementar o conteúdo. Essas linguagens aliadas a argumentos atraentes despertam o interesse e a curiosidade, estabelecem inter-relações com os conhecimentos e suscitam questionamentos dos alunos sobre a temática a ser trabalhada.
Após o vídeo era realizada a “leitura de imagem”, esse processo era dividido em três momentos onde os alunos deveriam responder as seguintes questões: o que você viu?, o que você ouviu? O que você sentiu? Ao descrever o que viu os alunos relatam as imagens, objetos e cenário; na descrição do que ouviu os alunos comentam sobre o que foi falado e ao citar o que sentiu é o momento de demonstrar o que ele conseguiu assimilar de todo o contexto. Os vídeos sempre faziam uma abordagem que partia do cotidiano das pessoas, assim os alunos se identificavam com as cenas. Na sequencia era feita a leitura do livros e a pártica com exercícios. Para complementar fazíamos uma atividade como teatro, dinâmica de grupos, seminários. Lembro do dia que fizemos uma aula sobre a Grécia, após assistir o vídeo, fazer a leitura de imagens a leitura do conteúdo, aproveitei que tinha várias alunas que trabalhavam numa malharia e fizemos um teatro, elas confeccionaram roupas perfeitas com papel pardo e jornal, para os personagem gregos da peça que foi montada na sala, tendo como base a leitura do texto.
Durante todo esse tempo tive a TV e vídeo como grandes aliados no processo de construção do conhecimento de meus alunos, sei o quanto esses recursos podem contribuir no processo ensino-aprendizagem. Nesse contexto o professor é um mediador, alguém que vai orientando o processo para que os alunos se apropriem do conhecimento. O aluno é sujeito que constrói seu próprio conhecimento. Sabemos que nenhuma mídia faz milagre mas com um planejamento adequado elas podem fazer a diferença.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

A contribuição da rádio escola

O cotidiano da escola segue num ritmo que atropela a comunicação nos espaços educativos. Os professores trabalham muito para compensar o salário que recebem, não tem tempo de se atualizar lendo informativos, jornais e normalmente só conhecem o conteúdo de uma nova legislação se “tropeçam nela”' por algum motivo. No ambiente escolar a conversa entre os educadores acontece no curto espaço de tempo do intervalo. Na maioria das vezes a comunicação se dá através do quadro de avisos, que todos esquecem de olhar.
Os alunos muitas vezes não são devidamente informados de seus direitos, e só são chamados a cumprir seus deveres quando infringem as normas da escola, que muitas vezes estavam há anos determinadas no Projeto Político Pedagógico da escola e eles nem conheciam.
O maior desafio nas relações de comunicação no espaço escolar está entre o corpo docente e os pais. Estes por sua vez também tem suas atividades, seu cotidiano e na correria dos tempos atuais dificilmente encontram tempo para ir na escola e participar mais ativamente do processo que envolve a educação de seus filhos.
A implantação de uma emissora de rádio na escola certamente, não resolveria todos os problemas de comunicação neste espaço, mas contribuiria muito para facilitar o acesso a informação e aproximar os vários segmentos da escola através de participação nos programas. Uma rádio que pudesse oferecer diversão, informação aos pais, alunos e professores e que proporcionasse uma maior interação entre os vários segmentos da escola contribuiria para melhorar as relações, para o exercício da cidadania e faria da escola um espaço mais democrático.